Olá amigos! Quero conversar com vocês sobre a vida, seus ensinamentos e aprendizados, mais especificamente, onde esses conhecimentos são institucionalizados: a escola. Além disso, este é um espaço para discutirmos as construções da Ciência para a nossa vida. Que esse seja o nosso espaço de reflexão sobre a educação que se faz necessária.
domingo, 5 de junho de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
VOCÊ CONHECE A ESCOLA DO ANO 2000?
Image in Buckingham: 'Beyond Technology - Children Learning in the Age of Digital Culture'.
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Essa é a classe que 1899 Jean Cote's imagina para o ano 2000. Um professor transmitindo livros aos alunos por uma espécie de moedor de livros conectado a suas cabeças. Isto mostra a longa história da fantasia da tecnologia sobre a educação.
Logicamente, não chegamos a isso, e apesar das TIC's (Tecnologias da Informação) estarem aí a serviço da educação, precisamos nos lembrar que estamos longe de resolver o problema de muitas escolas que sequer contam com banheiros, quanto mais com computadores.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
INTEGRAÇÃO DAS TIC's NA FORMAÇÃO DOCENTE
Gostaria de compartilhar com todos que me seguem e lêem minhas postagens, alguns conhecimentos que adquiri durante o seminário que presenciei intitulado "Políticas públicas e tecnologias digitais", com Nelson Pretto.
Hoje em dia é de suama importância a investigação e integração das práticas TIC's na formação de professores. Os desafios do digital, as redes sociais e a proliferação da informação são temas de ponta. Hoje, o ativismo das pessoas diante das mídias, a questão da autoria, são questões que estão nas pautas das discussões sobre tecnologias. Hoje, você é o que você compartilha.
Durante a década de 50, surgem os primeiros computadores e máquinas de cálculo. A Arpanet e em 1969 é a vez do nascimento da internet. Em 1995, explode sua demanda comercial.
Refletindo sobre os avanços tecnológicos em políticas públicas nos campos da educação, cultural, científico entre outros, observa-se a necessidade de uma banda larga de qualidade no Brasil. Algumas reformas como LDA, o movimento bandalargar o brasil, vem na concepção de que nossa internet é lenta e cara.
A expansão das universidades públicas com sua interiorização através sobretudo da EAD, requer banda larga de qualidade. Além disso, é necessário o conhecimento do termo software livre, como uma perspectiva colaborativa fundamental para a educação. Nele, pode-se mexer no código fonte.
Você sabe o que é copyleft? O software livre vem na perspectiva do "deixe copiar".
Quando se fala em Hacker, muita gente vê esse termo com receio. Mas Cracker é o termo que deveria dar receio às pessoas. O Hacker e a ética hacker são temas abordados, onde a generosidade e a colaboração é que estão em pauta. Segundo esse ponto de vista, computador, internet, não é ferramenta, mas espaço social.
"As redes sociais permitem práticas colaborativas e a formação de uma economia da dádiva (gift economy), cujas maiores expressões são o movimento de softwares. O
A articulação entre educação e cultura se faz necessária e por isso temos de pensar na liberdade de criar. Aí entra a questão dos direitos autorais. O creative commons é uma forma de liberar juridicamente as obras.
A Escola tal como é pega as nossas diferenças e vai afunilando para ver se sai tudo igual. Na escola fortalecida, somos atores mas também autores. O currículo hipertextual deve ser fortalecido nas escolas e os professores devem ter formação e ativismo pela inclusão desses processos. O novo milênio demanda artesania numa rede colaborativa. Será a valorização do professor resgatada. Um intelectual respeitado, para isso, retomando a liderança acadêmica, política, nos processos, sendo um negociador das diferenças.
A VOZ DO PROFESSOR
Apesar de ser do Rio Grande do Norte, a fala da professora representa a voz de milhares de professores em todos os estados brasileiros. A precarização da profissão docente, a desvalorização da profissão, o sentimento de frustração diante desse quadro. Por isso, é necessário que a educação e a profissão estejam no centro da discussão e das políticas públicas de valorização.
O discurso econômico de que o salário não tem relação com a qualidade da educação, é mais uma falácia para minimizar os custos do Estado com a Educação. Estado este que vale da lógica: faça mais com menos!
terça-feira, 10 de maio de 2011
A VIOLÊNCIA ESCOLAR
O ano de 2010 e o início de 2011 foram marcados por notícias trágicas envolvendo violência intramuros da escola. Longe de ser uma realidade apenas no Brasil, o fato é que tais acontecimentos têm lugar até mesmo em países desenvolvidos. Apesar de haver correntes que defendem que a raiz do problema está no fato das próprias escolas abrigarem a violência por agirem com autoritarismo, outros fatores podem ajudar a entender porque ela acontece.
A escola é uma instituição, que possui regras, normas e hierarquia. Antes de servir para restringir a liberdade, tais normas servem à organização, ao respeito ao direito do outro, ao cumprimento do dever, e à própria manutenção da ordem e do serviço. No entanto, a escola tem sido destituída de seu poder coercitivo pela própria norma. As ideias propagadas de fazer da escola um lugar de prazer, através de recursos lúdicos e formas diversas, não têm surtido efeito, e ainda resultam numa perda de identidade da escola, que tem sido de tudo, mas cujo sentido inicial tem sido esquecido: a escola é lugar de ensinar e aprender.
Somado à perda de identidade da escola, e por consequencia de seus atores, temos a violência manifestadas nas ruas e na mídia, famílias desestruturada, falta de perspectiva dos alunos em relação à escola e ao futuro, e seu consequente hedonismo.
Temos ainda uma mídia que propagandeia uma instituição escolar que difunde o consumismo como ideia de felicidade e uma realidade escolar longe das escolas "reais".
A desigualdade de renda, o fosso entre os ricos e os pobres, a falta de perspectivas dos jovens, a perda da autoridade da escola, são alguns sinais da crise escolar que vivenciamos hoje.
Sem saber lidar com a situação, destituídos de autoridade pelos conselhos tutelares, a escola acaba precisando buscar reforço na polícia. O que antes era considerado como lugar seguro, para deixar os filhos, virou um local inseguro.
Os alunos, que já consideravam a escola como prisão, terão essa visão ampliada pelo reforço da polícia nas instituições.
Os próprios professores estão saindo da docência, e o governo agora precisa incentivar a busca por cursos de licenciatura.
Soluções "in locus" são pertinentes, como a discussão sobre lugar e não lugar, direitos e deveres, ética, espaço público e privado, dentre outros. Mas para tocar nessas questões é preciso ter autoridade, autoridade que vem pelo respeito.
Que pai que age de forma desregrada será respeitado por seu filho? Da mesma forma, a imagem da escola precisa ser levantada como instituição de autoridade e respeito, lugar de conhecimento e esperança no futuro.
Mas ela sozinha não é o suficiente para equacionar esse problema. Isso demanda soluções e políticas sociais de maior âmbito e impacto. A recuperação da imagem da escola é condição necessária para a valorização dessa instituição. Parece no entanto, que a educação e a noção de quase-mercado, têm caminhado em direção oposta. Pode-se repensar esse direcionamento.
Finalmente, é necessário normatizar melhor o que a mídia divulga para a população jovem e para as crianças. Afinal, nos tempos atuais, com pai e mãe trabalhando fora, quem está educando as crianças é a televisão, e justamente na TV aberta, os programas direcionados à educação passam nas horas mais inadequadas, normalmente muito cedo.
Ou tomamos medidas drásticas, ou teremos adultos que passaram pela educação globalizadora, capitalista e consumista, cujo ideal de felicidade é possuir tal ou qual roupa, ter o cabelo do ator X, o a boca da atriz y e por aí vai...
Para fechar essa seção, é fato a pensar que os jovens de hoje não tem um ideal ou uma referência. Quem são os referenciais de hoje? Um grupo de roqueiros que faz apologia às drogas, uma cantora que se exibe quase nua, políticos corruptos, e reeleitos. Afinal, a memória desse povo é curta... A maioria também, já está satisfeita com o pão e o circo.
Aguardo comentários! Acorda BRASIL!
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